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5 de maio de 2011

Reencontro

 E no meio do nada a gente se reencontra e a amizade que havíamos inicializado, nos olhos se contradizem.
De repente, mergulho no abraço teu e tento contrariar meu coração, que se revolta com a razão.
Os sentimentos transbordam lentamente; fácil demais senti, mas bem difícil de explicar. E eu tento disfarçar. É complicado!
A palma das minhas mãos suam entregando todo o jogo, ainda não te esqueci. E sei, não dá para arriscar novamente. A distância acabou com todo o sonho. E eu chorei... Chorei por dentro.
Seus olhos desviam-se dos meus e ficam sem rumo. Meu sorriso sem graça, engole todas as palavras.
Então você levanta, despede-se e eu, malmente consigo mover-me do lugar. Tento sussurar um doce tchau, mas da minha boca sai um adeus. 
Meia volta retorno para minha casa, onde meu travesseiro me acompanharia no fim daquela noite, em que eu, sonharia com um novo reencontro.

27 de abril de 2011

Guardei o amor

Primeiramente, gostaria de deixar bem claro que considero-me uma perfeita idiota quando o assunto é amor, principalmente quando a peça chave é você.
Como o conheço, ou pelo menos acho que conheço, imagino exatamente o que deverá pensar ao ler essas linhas quase que rabiscadas.
Falta coragem e sobra sentimento, muito sentimento para dizer-lhe tudo o que preciso para desabafar.
E as entrelinhas da nossa relação, até então não decifráveis, tem-me como prova viva de quase um ano de torturas sentimentais.
Ok! Não precisa recordar nem em pensamento, que tornei-me culpada por tal tortura cujo fim, possuía sintomas, digamos que letais.
Acontece que não me preocupo em remoer o que passou, até porque acabou e não tem mais jeito. Quero apenas mostrar-lhe ou contar-lhe tudo o que ocorreu durante a noite de ontem e a manhã de hoje.
Sim, sei que não mais lhe interessa os fatos que ocorrem comigo, mas é que dessa vez gostaria de dividir-lhe  a minha louca vontade de viver.
Ontem dormir para você, hoje acordei para a vida e isso tornou-se o único motivo para o estado em que encontro-me, estado de felicidade.
Não, aquele amor indolor que um dia lhe jurei ainda se faz presente, não morreu e tenho certeza que não morrerá. Esse mesmo amor foi que abriu caminhos para que eu tivesse chances de driblar a tristeza que aos poucos estava dominando o meu eu interior e se responsabilizando pelo meu desmerecimento de ser feliz
Aliviou sua consciência? Eu sei que sim e fico feliz por entregar-lhe o passaporte à liberdade.
Quanto ao pronome nós, fico apenas com as lembranças dos bons momentos e com tudo de bom que aprendi com sua pessoa.
                                        E em relação a você... Guardei o amor.